quinta-feira, 20 de outubro de 2011







Cálice de veneno

Envenenarei minha saudade
Com um cálice de amargo fel
para matar esta saudade que
descrevo em um pedaço de papel.

Envenenarei minhas lembranças
com um cálice transbordando
de esperanças para que morram
esperando no tempo e na distância.

Envenenarei minha dor
com um cálice de doce veneno
para aliviar o sofrimento que habita
em meu peito.

Envenenarei o amor que sinto
em um cálice de vinho tinto
brindando a morte de um sentimento
que há muito vem me ferindo.

Brindemos ...cálice de veneno,
mato a mim mesmo,
envenenando estes sentimentos.


Cada gota uma rosa


Derramarei a última gota vermelha
na estrada da ilusão
deste sangue que goteja
demarcando uma paixão.

Cada gota, um esquecimento
em cada esquecimento ,uma dor...
em cada dor, um pedido de socorro,
em cada gota, o amor.

Brotará neste chão manchado
rosas repletas de espinhos,
que se alimentarão de cada gota do meu
sangue gotejado no caminho.

Gota por gota
respingando em desalinho,
regando as rosas negras
que brotaram no caminho.

Cada gota, um esquecimento,
em cada esquecimento, uma cicatriz
das rosas negras que brotaram dentro
do meu peito criando tua raiz.